21 de mar de 2018

Projeto artístico une mulheres fotógrafas

No mês de Março, que tem o dia internacional da mulher, a gente vê em tudo quanto é lugar a pauta sobre a mulher e sobre a luta feminina para resistir. Seguindo essa ideia de resistência e dando mais visão ao autoconhecimento surgiu o projeto “Bem me quero, mal me quero”, idealizado pela fotografa Melissa Maurer que vive em Alto Paraíso de Goiás e que está com mais de 132 fotografas espalhadas pelo Brasil, além de ter fotografas na Argentina, Boston, Nova York, Espanha, Portugal, Índia e Austrália.

No dia 8 de março, Dia internacional da mulher, as redes sociais conhecerão um pouco das histórias de diversas mulheres através da fotografia e de cartas escritas por elas. Nessas cartas, cada mulher vai contar sobre como amadureceu, como aprendeu a se amar, além de trazer a força da mulher em toda a sua essência.

Sobre o Projeto: Quem nunca despetalou uma flor pensando no primeiro amor: “- Bem me quer, mal me quer?”, partindo dessa memória infantojuvenil e pensando em como ela formou nosso imaginário enquanto mulher, reinventamos a pergunta e o foco deste querer. Uma proposta de olhar para si, retirando calmamente cada pétala, mas com uma outra pergunta: Bem Me quero? Mal Me quero?

Agora, já não estamos pensando no querer do outro, mas em como a gente SE sente, percebe, trata, ama: bem quer. Experimente... SE observe em um espelho: Quem você vê? O que você sente? Olhe-se nos olhos... Você lembra da criança que foi? Quem é você agora? Como você se imagina daqui a uns anos? No momento em que nos despetalamos e olhamos para nossa alma: o que ficou no centro? O que contamos para nós mesmas, quantas mentiras nos dizemos, como nos empurramos para baixo?
Como nos desvalorizamos a cada dia, a cada desafio, nos cobramos, nos culpamos. Do que você sente medo? Do que você sente vergonha? O que você esconde? O que te disseram para esconder e você levou pra frente? Quais são os seus defeitos (e, porque, você os considera defeitos)?

Trabalhando nosso auto-olhar, autoconhecimento, revirando nossos cantos escuros, aqueles monstros e fantasmas que habitam a mente, reconhecendo as histórias ruins que contamos para nós mesmas, medos, ansiedades, imagens distorcidas no jogo mental de espelhos... então, o que resta? Quem sou eu sem tudo isso, sem tantos adjetivos e pétalas? Com o quê estou me identificando? Ao reconhecer nossos padrões, podemos transformá-los. E ao vermos outras mulheres que sentem e passam por situações semelhantes, nos sentimos, com alívio, mais humanas.

Este é o objetivo dessa vivência. Bem me quero... Mal me quero convida-nos a escrever uma carta endereçada a si mesma, relatando essas crenças equivocadas que sustentamos e que nos formam, para, então, tornar a forma informe e construir para si um outro olhar – amoroso e acolhedor - através de um retrato. Por que um retrato para lidar com questões tão profundas? Vivemos num mundo de imagens. Feche os olhos, o que você vê? Uma imagem vem surgindo em seus pensamentos. Sonhamos imagens, estamos cercados por elas em todos os lados: celulares, telas de computador, tablets, espelhos - janelas de percepções de si e do mundo.

Criar uma nova imagem de si, vinda de um processo de aceitação, é potente e auxilia na construção da busca pela sua essência. Fazer as pazes com o passado de histórias cocriadas, em uma sociedade machista, por nós mesmas, para criar um futuro empoderado e um presente realizado.


Em Sorocaba, Ligia Allipio, fotografa e jornalista também participou do projeto onde fotografou algumas mulheres, ela conta que "A proposta para participar do projeto veio através de uma fotógrafa  e amiga, Melissa Maurer, que além de ser uma referência e inspiração para mim, também tem grande participação na minha caminhada de auto aceitação e na minha jornada como fotógrafa! Participar desse movimento é de grande importância por que tenho como propósito levar a fotografia para mulheres em forma de  terapia, onde elas possam se enxergar,  descobri velhas e novas facetas de si mesmas e principalmente se amarem e se aceitarem em sua inteireza".

E acrescenta que "Acredito também que a experiência de ser fotografada é única e desafiadora  tanto para quem esta posando quanto para quem fotografa, naquele momento cria-se um laço de confiança e cumplicidade, e ver a reação dessas mulheres ao se enxergarem poderosas e lindas em suas particularidades é o melhor retorno que se pode ter! Estamos todas conectadas pelo nosso feminino e  tenho  a grande certeza que quando uma mulher se cura , curamos também outras mulheres a nossa volta! Juntas somos mais fortes!"

 Uma das fotos maravilhosas do projeto:



Confira todas as fotos da fotografa sorocabana, participe da 5 Mostra de Mulheres que vai acontecer no dias 23,24 e 25 de Março no Sindicato dos Metalúrgicos!

Para ver as fotos de outras fotografas que estão participando do projeto, coloque a #bemmequeromalmequero e encontre os diversos relatos de mulheres tendo seu momento de autoconhecimento e principalmente amando a si mesmas.

Em uma sociedade que nos incentiva a amar o que foi determinado pela mídia, ver um projeto desses é revolucionário!

Ficou interessada em participar e somar no projeto? 
Entre em contato com Melissa Maurer, no seu Instagram.
Cel: +55.62.99619.8103
Email: histericas.arte@gmail.com
Instagram: @histericas.arte.

Aproveite essa oportunidade única de mostrar a sua força com outras mulheres do Brasil e do mundo unidas pela essência e da felicidade de ser quem se é!