19 de mar de 2018

Everything Sucks | Nostalgia e representatividade


Netflix na maioria das vezes, não nos decepciona!
Dessa vez, ela não falhou e acertou em falar sobre assuntos bem pertinentes, como a saída do armário, primeiros amores, amores após o divórcio e principalmente o quanto projetamos nossos sonhos e desejos nos outros.

Esse é um ponto que quero frisar, pois o pequeno Luke durante boa parte da série vive isso. Sendo filho de mãe solteira, sempre quis estar com seu pai, mas ele os deixou quando ele era ainda era criança e por conta disso, todos os outros relacionamentos de Luke são meio que projeções do que ele idealiza e não do que ele realmente vê do outro.

Luke é um menino nerd e negro que entra na escola sedento por conhecer garotas, se apaixonar, beijar e ter sua primeira namoradinha e até está tudo bem, até ele conhecer Kate, filha do diretor e que durante o começo da série já mostra curiosidade por meninas, mas como ser lésbica nos anos 90? É exatamente isso que a série aborda!

Entre tantas projeções de uns nos outros, Luke projeta fielmente que Kate é sua namorada, sendo que ela ainda está se descobrindo, tentando dar sua voz e se reconhecer em um ambiente totalmente hostil que é a escola. Kate é aquela menina que mesmo sendo nova, já sabe da importância de se reconhecer e lutar por sua voz, entender o que se é, mesmo sem dar pra entender, porque toda uma sociedade te silencia.

Acredito que essa série vá relembrar várias meninas e mulheres a dificuldade de se assumir e a liberdade após sair do armário, além de trazer um pouco mais daquela paixão pura que tem o amor adolescente, sem todo aquele estereótipo de lésbica sex appeal.

Todos os atores do seriado são novos e eu sinceramente não lembro de ter visto eles em outras atuações, mas ainda assim amei a atuação e a paixão que eles trazem. Sem mais delongas, dê uma chance pra essa série! Vai se apaixonar por cada personagem e ter aquela nostalgia gostosinha dos anos 90.