26 de set de 2017

Gaga: Five Foot Two | Da garota a mulher


Aceitar seus próprios sentimentos é um lance um tanto quanto difícil, trabalhar com várias pessoas e ainda ter tempo para o amor, essa é a proposta do documentário da Lady Gaga (minha mãe monstro) no Gaga: Five Foot Two.

Enquanto fã, me senti impactada em diversos momentos e frases que vão saindo durante o documentário. 

A delicadeza da Gaga, ao assumir suas dores, ao ser forte mesmo na insegurança de sentir que está perdendo aos poucos as pessoas que mais amou. 

Produzir um álbum nesse caos todo é ainda mais impactante, pois ela conseguiu expor tudo que sentia dor, paz e saudade em cada trecho do álbum. Cada parte dela estava ali, seu lado amoroso, familiar, sua delicadeza de se permitir ser mulher, diferente dos outros álbuns em que como ela comenta: era apenas uma garota. 

Em tempos em que estamos na procura de estabilidade, ver uma figura publica, sofrendo como a gente, pelos desafios que a vida propõe e ainda conseguir sorrir, chorar e se permitir sentir na essência tudo aquilo que importa. 

No documentário conhecemos uma Gaga mais e mais humana e visceral, com medo das perdas e dos fins e apesar de toda conquista, o sentimento de perca a acompanha. 

Conhecer o lado intimo da artista com o Mark Ronson foi um dos momentos mais aconchegantes, pois o produtor dava total abertura para as críticas sobre a industria da música, a mulher na música e outros assuntos que rodeiam de maneira visceral esses artistas. 

Outro momento que me encantou foi quando Gaga foi ver a sua avó e rever as lembranças de Joanne, sua tia que morreu tão cedo e tinha tantos talentos guardados e tanta paixão, mas que o destino não permitiu que continuasse sua jornada. 

Como little monster estou ainda extasiada com esse documentário e recomendo demais que vejam e revejam e apreciem o tempo de poder estar vivendo nesse mesmo período que essa artista tão visceral e pronta para se abrir de todas as óticas o que é ser o que se é. 

Reserva seu lencinho e pega suas bads e se junte a Gaga nesse documentário. 

Vai mudar um pouquinho o que você é, como deve ter mudado ela ao se expor e se permitir expor tanto sobre si dessa maneira tão inusitada e delicada.