18 de mai de 2017

Entrevista | Lobotomia e os eventos e festivais alternativos de Sorocaba


Lobotomia é um projeto voltado a cultura e a cena musical independente em Sorocaba e por conta disso, vem trazendo eventos incríveis com artistas que a gente sempre quis por aqui e nem sempre teve a oportunidade.

Rafael Augusto, vem levando esse projeto com diversos parceiros no meio do caminho e mostrando que é possível que propostas inovadoras cresçam na cidade.

Confira a entrevista, para saber mais sobre o projeto, próximos passos e muito mais .

Explica para gente um pouquinho sobre o projeto do Lobotomia.
Lobotomia hoje é divido basicamente entre os eventos e o conteúdo audiovisual que produzimos. Os rolês que fazemos são bem pontuais, sempre com bandas que curtimos muito em espaços diferentes da cidade. E o lance dos vídeos, que foi meio como surgiu o lobotomia, quase toda semana rola uma live nova no canal, de alguma banda que passou aqui pela cidade.

Quais shows vocês já fizeram/produziram?
O primeiro que a gente fez foi meio na loucura, nunca tínhamos feito rolês desse tipo, e pegamos logo de cara um artista gringo pouco conhecido por aqui, a banda Hala. Acho que colaram cerca de 60 pagantes, deu um prejuízo que tive que tirar uma grana do bolso hahah, mas a experiência de ver aquilo acontecendo foi incrível. A cada role vamos ganhando mais experiência pra fazer do próximo mais redondo. Todo role é inesquecível pra gente, mas acho que alguns destaques pessoal são os shows do Hala e do Catavento no mi casa, Ventre,Justine e Winter no Beco das Garrafas, Gorduratrans e Incesto Andar no Mofo, Walkstones e Terno Rei no Asteroid, e o show da banda Raça no Maloca.

Hala


Terno Rei


Gorduratrans


Como é participar e ter uma relevância aqui na cena independente/alternativa em Sorocaba?
Eu comecei a ir em rolês independentes com 17 anos, graças ao convite do João Maresia. E eu sou um fruto da cultura daqui, hoje eu digo que o que faço é totalmente culpa do Rasgada Coletiva, se não fossem os rolês deles eu nunca iria descobrir esse lado criativo e musical. Eu ainda me sinto parte do público em nossos eventos. Sinceramente não sinto o peso dessa relevância, exatamente por me sentir assim.

Falando dessa cena aqui na cidade, o que você acha do momento atual?
Posso falar dos últimos 4/5 anos da cena cultural aqui da cidade, mas acho que essa ta sendo o melhor momento, consequência não só dos festivais Febre e Circadélica, mas de eventos pontuais que rolam aqui na cidade também. A cidade ta cada vez mais cultural e me sinto bem feliz em poder contribuir com isso. Sorocaba é foda.

Vocês tem algum apoio cultural, privado ou publico ou da própria população?
Não, somos totalmente independentes. Conseguimos (mal) pagar todo rolê apenas com a entrada da galera, por isso cada um do público é muito importante.

Você pode falar um pouco sobre o Musicada? Edições passadas (dificuldades, como foi a experiência para vocês, a importância disso) e sobre se vai rolar algo esse ano?
Já tinha rolado algumas edições do Musicada quando eu entrei pra equipe, foi bem massa ver o crescimento dele, começou quase como uma roda de sarau, hoje é um festival bem legal da cidade, com bastante público jovem e muito bem quisto.
A gente quer muito que rolê esse ano, mas como ele é gratuito e aberto na praça, precisamos nos desdobrar pra conseguir verba pra realizá-lo. Mas já nos reunimos algumas vezes e em breve esperamos soltar novidades sobre.


De eventos e festivais ocorrendo, você sente falta de algo?
Acho que é a galera apoiar e dar mais valor pro que temos, Sorocaba é muito única, rola muita coisa por aqui, e acredito faltar uma adesão maior do público aos eventos pagos.